
Vai seguindo adiante sem saber muito o que fazer.
Esperando uma coisa que talvez não chegue hoje.
Mas era para hoje.
Tem certo na sua cabeça e em seu coração o que faria se
tivesse a oportunidade sempre inquietante.
Valia dizer que havia esquecido um tanto de si?
Um tanto grande demais que tornava-a alvo fácil
para toda sorte do que fosse.
Já não sabia do que gostava, e do que gostava o por quê de gostar.
Era sempre ela e a sua vontade de algo além, da liberdade de ir e vir,
de sentir e pensar, desentir e despensar. A sua vontade de acreditar.
De ter portos para sossegar.
SAbia que era um espírito inquieto neste mundo esquisito.
Sabia que havia alguém.
Mas não era como todos os alguéns que comumente se espera.
Era o que já vinha com ela desde sempre, e com ele tecia sonhos
e desejos e mudanças.
Apenas não queria sucumbir novamente.
Só não queria.
Não mais.
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