segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Talvez acabar seja triste.
Talvez seja liberdade.
Eu poderia dizer que a liberdade vem depois de um tempo de tristeza?
Vem da dor? Do sofrimento?

Tornou-se um trapo humano.
Não conseguia dormir
Não queria comer
Não queria sentir...

"Para que todo esse vazio?
Você ainda tem muita coisa gostosa para viver."

Queria poder ver melhor a vida que está aí para mim.
Enxergar melhor as pessoas.
Como posso lançar um olhar novo,
uma olhar mágico pela simplicidade de perceber
que há vida, que há oportunidade?

Não queria que ele tivesse saído assim do seu sentimento
Foi escorrendo como água da mão
Percebeu que passara tempo demais com o sorriso
dolorido, buscando esconder a ferida
Já havia acontecido.
E do que eram luminárias chinesas
sobrou apenas uma velinha vermelha, no fundo do quarto
deitada num colo vazio
sonhos de ontem, era para hoje
mas o correio atrasou
e o amor não veio
Já não sabia
de todas as suas infinitas certezas
nada mais havia
a não ser a releitura de tudo que ja havia não lido
de tudo que lera errado, pela metade, de traz para frente
Doía de leve cada passo adiante
A Liberdade doía.

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