Visto minha camisa branca para que
as histórias espalhadas no mundo
sejam lidas nela.
Andando sem que nada possa me parar,
com o coração aberto aos tiros do acaso,
às balas perdidas, achadas e direcionadas.
A loucura das minhas vontades sufocadas,
do meu sonho que nunca veio,
o gosto do teu beijo desejado e passageiro,
desse amor que deveria me fazer rir,
de todas as coisas que eu quis,
mas nada veio.
Amanhã não tem mais chance.
Quando cheguei todas as cadeiras estavam ocupadas.
Fui chutando lata pela rua e percebendo
os meus lugares e não-espaços,
meus significados que não significam mais.
E já amanhece.
A vida vai me levando para o muro.
Mas ao invés de esperar o canto do galo,
eu vou ao encontro...
do meu medo
minha dor
meu engasgo...
Fecho os olhos
Enfrento.
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