sexta-feira, 7 de dezembro de 2007


Às vezes vivemos dias como se fossem meses, horas como se fossem dias.
São esses os momentos de alguma dor vividos mais intensamente.
Ele me disse para não esquecer. Mas eu esqueci.
Eu esqueci, mas não queria ter esquecido.
Agora desperto no meio da noite de um sono que eu não consigo dormir.
Lembranças avulsas colorem minhas dores por causas causadas desnecessariamente.
Ela vem me dizer coisas com aquele olhar de quem ama e só quer uma palavra.
Foi a primeira vez que ele me chamou de amiga. Eu chorava, e ele me fez rir.
POr algumas horas eu esqueci que a minha bolsa estava aberta, e pelo caminho iam caindo os meus sonhos, devaneios de anoitecer e entardecer de luas cheias como queijos e meninos
pescadores com pensamentos de sois noturnos.
O que fazer, hein? O que fazer agora com esse bolso furado...?

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