domingo, 9 de setembro de 2007



Tem gente que ainda vive metade da vida
vive pela metade, na superfície... engolindo sentimentos, passando por cima de pequenas coisas que gostaria de externar, mas por questões de convenções deixa passar a vida, e a hora de dizer e fazer as coisas.
Eu me assusto com as mudanças.
Pareço nunca me adaptar.
E não me adapto mesmo, nunca... a nada
A minha cara no espelho, minha casa,
ao meu desejo eterno de algo além.
E por muito tempo eu andei triste
Sem saber ao certo o que era,
eu tinha esquecido de mim, e porquê fazia o que fazia, se não gostava.
Me despertaram da morte.
E como numa explosão, eu sou de novo.
Lembro de mim, e das coisas que eu quis, quero, posso mudar de querer.
Engraçado como a nossa alegria fica triste com a tristeza de quem a gente gosta.
Para muitas coisas há o sem saída, a corda no pescoço
Para outras, há a novidade, a explosão, o desejo, e muitas outras coisas que Drummond não ousou compreender
E mesmo que esse desejo seja em vão... eu queria eternizar um certo momento, para poder sentir tudo de novo, diversas vezes, e queria que não fosse sentido só por mim, eu não queria sentir mais nada sozinha...
Quero ser par andar em bando e na minha solidão, existir mundos de novidade e de coisas além do que eu possa entender ou explicar.
O meu coração é um reino
sem rei
sem lei
sem cara
sem cor
só dor com sabor de querer logo sarar.



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