sexta-feira, 13 de julho de 2007


Como é possível se sentir culpado,vil, menor
por ser sincero com o seu próprio sentimento?
Se sentir pequeno por demonstrá-lo, por oferecê-lo?
E por que isso dói tanto?
Estar neste momento de coração cheio de um certo sentimento dolorido
e a alma vazia das substâncias do ser real, ... do que não se pode guardar
mas também não se consegue falar.
Não tem quem escute. Quem sare. Quem faça parar.
E como em muitas outras vezes que pareceu que nada podia ser feito para mudar,
esta impressão se repete. Grande. Forte. Dilacerante. Mansa como uma faca que entra aos poucos na carne quente, morta de frio.
Um dia tudo isso vai passar. Vai passar.
E certa parte de mim vai ficando insensível,
muitas ilhas desaparecem, encobertas pelo oceano profundo
do meu interior, cheio de infinitos e saudades.
Caminhar sozinha pela chuva,
onde cada pingo queima mais do que o fogo,
consome muito além do que um incêndio,
que lambeu toda sorte de vida no caminho.

Menina... quando? Quando?... Suspira, fora do tempo. Porque o teu coração eu vejo. Eu sei.

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