segunda-feira, 4 de junho de 2007


Dias especialmente estranhos tem sido estes de agora.
Eu poderia dizer o que eu posso fazer, e que sei como fazer,
mas o cansaço me impede de refletir mais profundamente sobre qualquer situação,por
mais dificil e sufocante que ela seja. Eu prometi que não passaria mais por isso. Bom seria se a vida fosse, ao menos algumas vezes, muito de vez em quando, do jeito que eu precisaria que fosse. Eu pedi uma oportunidade. Mas... oportunidade pra quê? Para sentir novamente esses velhos sentimentos recobertos de falsa esperança, perceber aquela velha presença indiferente, aqueles velhos e tão bem conhecidos passos furtivos e aquele olhar distante deste mundo, distante do meu mundo?
E muitos me dizem como ser agora, como me portar diante da vida, dos outros, da dor... Mas o que eu quero? O que eu quero...
Eu quero ir embora, seguir adiante, não permitir mais que essa realidade indesejada me afete tanto. Queria que as coisas mudassem tão rápido quanto penso nelas, encontrando supostas saídas e soluções.
Mas tudo ainda é indefinido, indefinidamente... sem definição, abstrato, invisível, fora do universo palpável, constante.
E por agora?
Por agora eu não sei. Não sei.

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