terça-feira, 13 de novembro de 2007



Há momentos em que o que você queria era
que alguém te abraçasse, que cuidasse de você,
que te fizesse sentir segura(o).
Mas há momentos de dor para se viver em solidão,
mesmo que essa não seja a real... necessidade.
Têm situações que matam aos poucos.
(...)
A velha sensação de se estar andando na chuva,
buscando um rumo... as ruas continuam vazias,
e esse não era o caminho que eu queria pegar.
Sempre é melhor ter escolha.
E o caminho que apareceu, o caminho para coisas
que eu não sei se realmente quero, talvez não do jeito
como se apresentam...
Caminho delicado, que mexe com a escolha de posturas
escolhidas para se viver uma vida, viver experiências,
perceber as diversas realidades sem afetá-las com o pior de mim.
Como saber se eu posso dividir o meu eu, quem eu sou,
minhas posturas de caráter,... se posso separar a minha verdade
da minha mentira?
Como saber se não me perderei nos arquétipos, insinuações,
tentativas, manobras inexatas?
Uma decisão.
Apenas um estalo.
E a vida não é a de ontem, nem
mais será a que foi hoje.
Será uma outra, diferente de todas.
Nova. Mas não dessas novidades despreocupadas e claras.
Uma novidade... vacilante.

As vezes eu só queria ter um jardim
e escrever poemas,
ter uma casa minha e cozinhar para o almoço.
E o que me faz não firmar o pé é a sensação
de que eu possa querer mais isso do que as outras
coisas que eu quero agora, em algum momento da história
incerta que vai sendo escrita... com a caneta que eu perdi.



"Eu ainda não trouxe para esses lugares meus pensamentos tediosos e meus hábitos prosaicos e por isso não estraguei a paisagem"

Henry-DAvid Thoreau

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