sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008


Ah, vida!
Eu queria te saber
entender os teus diversos e
embaçados caminhos de pedra e
algodão agri-doce.
Eu devia anotar todas as coisas
acontecidas, feitas, sofridas...
para não esquecer, jamais esquecer
do que não deve ser feito nem repetido,
do que é necessário, do que mais se precisa para
consertar a realidade torta.
Como eu posso colar os pedaços
de quem eu sou?
Espalhei pedaços de mim pelo mundo
Tenho pedaços de mundos em mim
Que dia é hoje?
Será que ele vai vir, vai ir, vai estar?
Com mil pensamentos na cabeça
a noite demora a chegar, a tarde não vem
E essa solidão de agora incomoda nervosamente compenetrada.
Do que é preciso?
De desemsimesmarme...
Me empresta um olho novo, um coração novo,
uma boca para rir nova.
Se não tiver nada novo, eu aceito usado mesmo...

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